Acompanhe nas Redes Sociais

Educação

Holberton, escola de programação dos EUA, se prepara para chegar ao Brasil

Sem professores e com uma metodologia inovadora de ensino, a escola forma engenheiros de softwares com base em habilidades do futuro

Publicado

on

Photo: Shutterstock

Os métodos tradicionais de ensino não serão mais eficientes nos próximos anos. É o que acredita Sylvain Kalache, um dos fundadores da Holberton School. Criada em 2016, em São Francisco, a escola forma engenheiros de software em dois anos.

“Nosso mundo mudou desde a primeira Revolução Industrial. Estamos entrando na quarta revolução, com uma convergência de softwares, machine learning, realidade aumentada e virtual. Tudo está mudando, e nosso sistema educacional continua com a mesma cara”, disse o empreendedor, durante o Silicon Valley Conference, promovido pela StartSe, neste sábado (30), em São Paulo.

Neste contexto de transformação, o empreendedor citou as dez competências que todo profissional precisará ter até 2020, segundo o Fórum Econômico Mundial: resolução de problemas complexos, pensamento crítico, criatividade, gestão de pessoas, coordenação, inteligência emocional, capacidade de julgamento e tomada de decisões, orientação para servir, negociação e flexibilidade cognitiva.

Foi pensando em desenvolver essas habilidades que a Holberton School nasceu. “Construímos um software que oferece suporte aos alunos e dá orientações de como começar. Nunca damos todo o conteúdo, dessa forma o aluno vai atrás do conhecimento. Nossa solução também corrige os trabalhos e gera notas instantaneamente”, explicou Kalache.

Ao longo do curso, os estudantes aprendem habilidades técnicas e soft skills para iniciar carreiras em engenharia de software. Com aprendizado baseado em projetos, são incentivados a trabalhar em conjunto e compartilhar conhecimento. “Não temos professores, mas temos softwares. Com isso, podemos treinar centenas de milhares de pessoas”, ressaltou o empreendedor.

A metodologia tem dado certo. Segundo Kalache, antes mesmo da conclusão do curso, os alunos já encontram oportunidades de trabalho. Muitos deles, em empresas como Tesla, Google, Facebook e Amazon.

Educação escalável e acessível

Com o objetivo de tornar a educação escalável e acessível, a Holberton School trabalha com um modelo de Income Share Agreement (Acordo de compartilhamento de renda, em tradução livre).

“A formação em nossa escola é gratuita até o aluno encontrar um emprego e receber um salário acima de um determinado valor. Depois disso, ele compartilha um percentual com a gente durante três anos e meio. Se ele não conseguir o emprego, não paga nada”, explicou Kalache.

Com mais de 800 alunos, a Holberton tem unidades espalhadas pelos Estados Unidos, Colômbia, Tunísia e Líbano. Agora, se prepara para desembarcar no Brasil. “Planejamos chegar aqui no ano que vem. Estamos em busca de pessoas que queiram trabalhar e aprender com a gente”, disse Kalache.

Continue lendo
Clique para comentar

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Educação

Exigência de curso superior pode estar próxima do fim

Cursos livres e experiência começam a substituir necessidade de faculdade em alguns casos

Publicado

on

por

Photo: Shutterstock

A contratação de profissionais com conhecimentos diferenciados, capazes de apoiar as empresas no processo de inserção das novas tecnologias, é uma das consequências da transformação digital pela qual as empresas estão passando atualmente.  Com isso, os empregadores têm enfrentam dificuldades para encontrar candidatos com as competências necessárias, algo que pode impactar diretamente nas metas do negócio. Com tantas mudanças acontecendo, o que também está diferente é a exigência de curso superior, que já vem sendo deixada de lado em alguns casos.

Quem aponta a tendência é a especialista Caroline Cadorin, diretora da empresa de recrutamento Hays. Segundo ela, em muitos casos as empresas já têm valorizado muito mais a experiência em determinada metodologia ou tecnologia do que títulos e cursos universitários. “Já há empresas que abriram mão dessa exigência para determinadas funções e áreas, embora as companhias mais tradicionais ainda tenham essa regra em seus processos seletivos”, conta Caroline.

Nos casos das empresas que ainda não admitem os profissionais que não tenham curso superior, já são identificados alguns impasses: “o gestor fica satisfeito com o candidato, mas a regra da empresa não deixa que ele contrate o profissional. Há um choque de valores”, conta a especialista. O processo de mudança, no entanto, está em curso e é uma tendência. Segundo Caroline, área de tecnologia, por exemplo, deve deixar de listar a formação superior nos currículos no futuro.

“Em muitos casos, profissionais que não possuem curso superior podem estar anos-luz a frente de outros que são formados”, garante. Estes profissionais, além da experiência prática, costumam recorrer a cursos livres de curta duração para adquirir o conhecimento necessário. Este tipo de formação, inclusive, está em linha com todo o processo de transformação pelo qual as empresas passam, já que são cursos pontuais e rápidas que utilizam metodologia digital e ágil.

Necessidade de mudança

A maioria das empresas percebe um impacto significativo da transformação digital em seu negócio, e 70% das empresas estão vendo essa mudança como um desafio. Com isso, os empregadores enfrentam dificuldades para encontrar profissionais com as competências necessárias neste novo momento. A limitação das habilidades da equipe é o motivo principal pelo qual as metas do negócio são atingidas parcialmente ou não são atingidas, segundo a pesquisa “Análise de Tendências & Salários do Brasil 2019”. Para conseguir atrair e reter estes talentos, será preciso flexibilidade das empresas.

A pesquisa identificou que 51% das companhias questionadas não possuem uma política de retenção de talentos, o que as deixa muito vulneráveis a um mercado de trabalho mais fluído e flexível com relação a exigências e políticas. A pesquisa levou em conta mais de 400 empresas e de 2.600 profissionais ao redor do país.

Continue lendo

Educação

Universidade americana cria sala de aula imersiva com ambientes virtuais e IA

Em parceria com a IBM Research, o Mandarin Project oferece aulas em um ambiente virtual e interativo com imersão pelas ruas, restaurantes e mercados de Pequim

Publicado

on

por

Photo: Shutterstock

Aprender uma nova língua se tornou um processo mais divertido na Rensselaer Polytechnic Institute, universidade com sede em Nova York. Em parceria com a IBM Research, a instituição lançou o Mandarin Project, oferecendo aos alunos aulas de mandarim em um ambiente virtual 360º, com uma imersão pelas ruas, restaurantes e mercados de Pequim.

Durante as aulas, os alunos podem conversar com vendedores, pedir comida e interagir online com chineses. As conversas são feitas em tempo real graças aos diferentes recursos de Inteligência Artificial que entendem e respondem as dúvidas dos alunos. Os microfones usados pelos participantes das aulas são conectados diretamente aos algoritmos de reconhecimento de fala.

Além disso, câmeras espalhadas pelo ambiente rastreiam os movimentos dos alunos. Ao apontar para um objeto, por exemplo, os ajudantes virtuais explicam, em chinês, o que é e qual a função dele. Algumas perguntas — sobre a história de um determinado local ou prato — são respondidas com base em informações da Wikipedia. Durante as aulas, a solução ainda identifica o tom de voz dos alunos, corrigindo pronúncias.

“Na Rensselaer, estamos transformando a educação e redefinindo a compreensão global do que um ambiente de aprendizado pode ser. O pioneirismo no uso de salas de aula imersivas inteligentes é uma parte significativa desse esforço ”, disse Shirley Ann Jackson, presidente da Rensselaer.

Por enquanto, a solução está sendo usada em um curso de seis semanas da universidade. A princípio, metade da aula é realizada no ambiente virtual e a outra metade ainda está na sala tradicional. Porém, pesquisadores planejam expandir a iniciativa para outros cursos no futuro, transformando o aprendizado.

Continue lendo

Educação

Qual o papel do professor já que toda Educação está na internet?

Toda informação está na internet enquanto o modelo educacional está 100 anos atrasado: Qual o papel do professor que está dividido entre as tecnologias do futuro e a educação do passado?

Publicado

on

por

Photo: Shutterstock

Você que está lendo essa matéria provavelmente já esteve dentro de uma sala de aula.

Vários alunos na posição de aprendizes e um professor na posição de maior fonte de conhecimento disponível.

Não é preciso ir muito longe para descobrir que esse modelo tradicional, que dura há mais de 100 anos, já chegou no seu limite. E está mais do que desatualizado.

E o professor deixou de ser a principal fonte de conhecimento desde 1998, quando o Google foi criado.

As informações que antes estavam nas bibliotecas e nos livros, hoje estão acontecendo em tempo real na internet.

Se alguém quer aprender sobre foguetes espaciais, pode assistir no YouTube uma aula sobre o assunto, com um especialista em Física ou da própria NASA.

Quer aprender mais sobre matemática, poderá assistir aulas com os maiores matemáticos do mundo.

Tudo isso gratuitamente, online, sempre e de onde quiser.

Qual o novo papel que as instituições e os professores devem adotar diante da abundância de informações na internet?

O papel do professor não está mais em ensinar o que o aluno vai a aprender. Ele pode fazer isso por outros canais.

O professor hoje precisa ser a ponte que vai ensinar novas formas do aluno aprender.

É isso que vai fazer com que ele continue aprendendo e reaprendendo mesmo que a tecnologia, as novas descobertas e até mesmo o fim e o nascimento de indústrias aconteçam.

Empresas como Google e Apple já entenderam isso. E não exigem mais diploma dos seus novos colaboradores.

Para 2 das empresas mais valiosas do mundo, não faz sentido exigirem um conhecimento que não faz mais parte do dia a dia das empresas. Nem habilidades que podem cair em desuso quando uma nova tecnologia existir.

As empresas estão dando seu próprio jeito de terem colaboradores internos preparados para o futuro do trabalho e da tecnologia.

E as escolas e universidades?

O professor, pensador e um dos pais da administração moderna, Peter Drucker falou no início dos anos 90 que:

“Daqui a 30 anos, os grandes campus universitários serão relíquias. As universidades não vão sobreviver.”

E quanto enxergamos a distância que as escolas estão do mundo real e até mesmo da internet, vemos que ele, no fundo, tinha toda razão.

Continue lendo

Tendências