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Atue baseado em dados e se torne um profissional melhor

Conheça o passo a passo que irá levar esse pensamento para dentro da sua empresa

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A importância dos dados no mundo tornou-se indiscutível. Eles são um dos principais pilares da chamada “4ª Revolução Industrial”, que vem transformando os mais diferentes setores da economia e mudando radicalmente a forma como as empresas enxergam sua posição. Dezenas de artigos das principais publicações acadêmicas e de mercado proclamam amplamente que os dados são o ativo mais valioso em todas as empresas.

Independentemente de concordar ou não com o termo “mais valioso” contido nessa afirmação, é impossível negarmos o fato de que dados bem trabalhados agregam muito valor às empresas. Dados de processos operacionais podem ser utilizados na busca por mais eficiência nos processos produtivos; informações de clientes podem ser usadas em campanhas para aumentar as vendas, ou direcionar melhor os produtos vendidos; informações financeiras podem ser obtidas para analisar e tentar prever situações futuras frente a mudanças no ambiente político ou econômico.

Não só isso.  A rápida evolução que estamos observando na área de inteligência artificial (IA) promete gerar ainda mais valor com os dados existentes, por meio da automação de processos e de tarefas repetitivas. Com a IA, as empresas passam a poder agir ativamente sobre seus dados, ao invés de simplesmente monitorá-los para uma tomada de decisão futura. Nesse contexto, os dados se tornam uma vantagem competitiva: quem tem os melhores dados pode construir os melhores modelos, e, por consequência, ter as operações mais automatizadas e eficientes, ganhando espaço frente à concorrência.

A adoção generalizada dos dados para a tomada de decisões, no entanto, ainda enfrenta algumas barreiras, especialmente quando olhamos para o contexto brasileiro. A maior delas, hoje, é a falta de pessoas que possuam o conhecimento, a experiência e a mentalidade necessárias para inserir os dados no seu dia a dia de trabalho. Essa falta de pessoas – e são pessoas em geral, não necessariamente profissionais específicos  deve-se a diferentes fatores, que vão do currículo escolar até a cultura do país.

O lado cultural talvez seja o mais difícil de ser mudado. No Brasil, é dado muito valor à experiência prévia. Muitas vezes, inclusive, é mais valorizada essa experiência do que números e fatos específicos. Isso não é necessariamente ruim. Em situações nas quais os dados são imprecisos ou estão em falta, ou quando o cenário geral não sofre muitas alterações, a experiência prévia pode ser um excelente (ou até o único) guia para o processo de tomada de decisão.

No mercado no qual a maioria dos profissionais está inserida hoje, no entanto, não tem nenhuma dessas duas características. Atualmente, as informações são abundantes e as mudanças acontecem de forma cada vez mais rápida. Nessa realidade, basear as decisões na experiência prévia pode significar não somente tomar uma decisão menos eficiente, mas até mesmo assumir uma posição completamente errada. No contexto profissional, uma decisão equivocada pode representar a perda de um emprego, de um mercado ou mesmo, o fim de uma empresa.

Por tudo isso, aprender a agir baseado em dados é fundamental para a evolução profissional. E esse aprendizado não está relacionado a alguma tecnologia ou tendência específica. No entanto, sem o pensamento e as ações baseadas em dados, as pessoas e empresas serão incapazes de tirar proveito das revoluções de big data e Inteligência Artificial que estamos vivendo. O grande objetivo dessas transformações é permitir que um maior valor seja extraído dos dados, o que só é possível se existir a confiança para se agir baseado neles.

Vamos explorar, a seguir, as principais técnicas e elementos necessários para desenvolver o pensamento baseado nos dados e o que pode ser feito para levar essa maneira de pensar para dentro da nossa vida profissional. Os temas estão divididos em três seções, abordando a forma de pensar, a forma de agir e ações práticas para levar esse pensamento para dentro da sua empresa.

1 – Desenvolvendo o pensamento baseado em dados

O primeiro desafio na construção de uma mentalidade voltada aos dados é superar o medo das métricas. Muitas vezes achamos que as métricas vão mostrar algum problema na forma como fazemos o nosso trabalho, ou nos seus resultados, e por isso nos posicionamos, mesmo que inconscientemente, contra elas. O grande problema dessa forma de agir é que o que não é medido simplesmente não é visto. Sem entender o que realmente está acontecendo, não podemos tomar ações que nos levem a um resultado ou a outro.

Pegue um exemplo da vida pessoal. Imagine que você trace um objetivo de vida de juntar uma certa quantidade de dinheiro no banco para poder parar de trabalhar. Se você não medir o quanto de dinheiro tem na conta a cada dia, e se não medir o quanto de dinheiro está entrando e saindo dessa conta, dificilmente conseguirá atingir a sua meta. O mesmo vale para qualquer outra área da sua vida, pessoal e profissional. Se você não parar para medir o que está acontecendo e como as coisas estão evoluindo, nunca saberá se está melhorando ou piorando, se está chegando perto ou se afastando dos seus objetivos.

O primeiro passo no pensamento baseado em dados, portanto, é estar sempre buscando números. Procure dados existentes que você possa usar para entender melhor o que está acontecendo e, caso esses dados não existam, busque uma forma de construí-los para formar diferentes métricas e medidas que permitam alcançar uma melhora, seja ela qual for. Essas medidas podem ser pessoais, relacionadas com o seu próprio trabalho (quanto tempo você gasta realizando determinadas atividades, ou de quantas reuniões você participa por dia), da empresa (receita total, receita por cliente, quantidade de defeitos no produto), ou mesmo do mercado em geral (taxa de crescimento da economia, quantidade de pessoas que se encaixam no seu mercado-alvo).

Um ponto importante com relação a esses dados é entender quais são aqueles que devemos buscar. A melhor forma de fazer isso é pensar “de frente para trás”, ou seja, começar com o seu objetivo final e vir buscando, ou construindo “para trás”, os números que o impactem. Vamos tomar como exemplo uma equipe de desenvolvimento de software que quer melhorar a sua velocidade de entrega. A primeira medida a ser olhada, obviamente, é a própria velocidade. É possível se olhar para essa medida de algumas formas diferentes: quanto tempo efetivo as entregas estão demorando (que pode ser medido em dias); ou qual a média de adiantamento/atraso nos projetos entregues (que pode ser medido como um percentual). Embora as duas medidas sejam equivalentes, a primeira está totalmente focada na capacidade de trabalho, enquanto a segunda está focada na capacidade de estimar corretamente o volume de trabalho necessário.

Aqui vem um segundo passo importante no pensamento baseado nos dados: defina de forma clara o que está sendo medido. Se a equipe está buscando melhorar a percepção que o resto da empresa tem da sua velocidade de entrega, é mais importante saber o que está dando certo ou errado nas estimativas de tempo de trabalho para poder passar estimativas melhores, do que buscar fazer entregas mais rápido. Nesse caso, a segunda métrica descrita acima é mais importante do que a primeira, porque está mais relacionada às percepções externas. A primeira métrica, na verdade, não faz diferença, desde que a segunda esteja sendo seguida à risca.

Com os objetivos bem definidos e a métrica principal em mãos, o próximo passo que devemos tomar é procurar outros dados que estejam relacionados (e, portanto, possivelmente impactando) o nosso número original. Retomando o nosso exemplo: o que está causando a percepção ruim sobre a velocidade de entrega da área? Os prazos estão sendo superestimados? O volume de trabalho necessário está sendo subestimado? Existe algum fator externo impactando a velocidade de entrega, tomando o tempo da equipe indevidamente?

Essa busca por informações complementares, que nos ajudem a explicar o que estamos observando e tentando melhorar, é a última etapa que vem antes da ação. São essas informações complementares que vão nos permitir definir ações a serem tomadas e, potencialmente, chegar a uma solução para o problema.

Embora o exemplo apresentado tenha sido bem específico, esse processo de pensamento baseado em dados, quebrado em quatro passos, pode ser aplicado a qualquer contexto ou situação da nossa vida pessoal ou profissional. Seguem, resumidos abaixo, os passos abordados acima:

  • Definição do problema – Encontre um ponto que você quer entender, problema que quer resolver, ou comportamento que deseja alterar e que seja passível de ser medido com números;
  • Definição da métrica principal – Busque a métrica ou número correto que sirva para medir em que ponto você está e que seja indicativo do resultado que você quer obter. Procure números simples que captem o seu objetivo de forma clara e direta;
  • Busque números alternativos – Usando seu conhecimento, experiência, ou mesmo um processo de experimentação, busque números adicionais que possam ajudar a entender melhor o que está causando o problema, e que possam ser indicadores de possíveis áreas de ação.

2 – Ações baseadas em dados, na prática

Uma vez que comecemos o processo do pensamento baseado nos dados, o próximo passo é aprendermos a agir baseado neles. A ação é, muitas vezes, mais difícil do que o pensamento, porque muitas vezes os dados podem nos levar a conclusões que não são intuitivas, ou que contradizem a visão que temos da realidade. O primeiro passo das ações baseadas nos dados, então, é assumir o compromisso de realmente agir baseado neles, mesmo quando contradizem nossas expectativas.

A melhor maneira de fazer isso, e de realmente abraçar ações mais racionais, é internalizar o conceito de testes. Se os números parecem apontar para um determinado resultado, faça um teste e acompanhe a sua métrica principal para ver o que acontece. Quando temos métricas e dados em mãos, fazer um teste é a forma mais empírica de se analisar se uma ação vai ser efetiva ou não. Imagine, em nosso exemplo, que o histórico nos mostre que todos os prazos estão sendo subestimados em 20%. Aumente os próximos prazos informados em 20% e acompanhe as entregas para ver o que vai acontecer. Se o resultado for satisfatório, pode ser que seu problema seja, simplesmente, uma questão de otimismo na definição de esforço da equipe. Se não for, é provável que outros fatores estejam impactando os resultados. Selecione um novo fator (algum dos outros números sendo acompanhados) e defina um novo teste para validar o seu impacto.

Quando estamos nesse processo de testes, temos que manter alguns princípios em mente. O primeiro é o conceito de testes controlados. Todo teste deve ser realizado buscando a variação de apenas um fator de cada vez. Quando começamos a inserir muitas variações em um único teste, perdemos o controle sobre o que está impactando o nosso resultado, o que impossibilita a compreensão do que está acontecendo. Nessa situação, por mais que o resultado seja bom, dificilmente conseguiremos reproduzir o resultado em outras situações, ou melhorar o nosso resultado de forma geral.

Dentro desse conceito de minimizar a quantidade de fatores sendo testadas ao mesmo tempo, um processo muito interessante  mesmo que nem sempre seja factível  é o teste A/B. O seu conceito é simples: se você vai testar alguma alteração, teste essa alteração para uma parte do processo, mas mantenha outra parte do processo rodando sem nenhuma alteração. Trazendo para o nosso exemplo: se você vai alterar a forma como o prazo está sendo estimado, aumentando o mesmo em 20%, faça um projeto com essa estimativa maior e outro com a mesma forma de estimar que vinha sendo usada. Isso permite comparar os resultados e efetivamente isolar o que funciona ou não.

Devido à sua natureza essencialmente experimental, de hipóteses baseadas em números seguidas de testes, as ações baseadas em dados tendem a ser mais dinâmicas e obrigam a quem está adotando essa mentalidade estar bastante confortável com o “fracasso”. Muitas vezes, os testes não levam a nenhum resultado conclusivo e é importante entender que isso faz parte do processo. Descobrir caminhos falsos é tão importante quanto descobrir o caminho correto. A possibilidade de fracasso nesse processo de repetidos testes, no entanto, é um dos aspectos mais assustadores da maneira de agir e pensar baseada nos dados. Por isso mesmo é algo que precisa ser abordado com transparência de comunicação e bons processos.

No lado da transparência de comunicação, o mais importante é ser claro com os patrocinadores de qualquer projeto  sejam eles diretores, executivos, chefes, investidores externos, clientes, ou qualquer outro ator –  que está sendo adotada uma metodologia de trabalho baseada em dados e números, e que essa metodologia pode levar a caminhos sem-saída e voltas que parecem não levar a lugar nenhum, mas que trazem avanços. Quanto mais transparência sobre o processo e em que ponto ele se encontra, mais fácil será conseguir a participação desses atores na busca pela melhor solução.

No lado dos bons processos, um dos melhores conceitos a ser adotado é o do fail fast, ou “falhar rápido”. Quando você estiver preparando seus experimentos e testes, busque desenhar testes que vão dar certo ou dar errado o mais rápido o possível e não tente insistir em uma abordagem em que os números mostrem que a sua hipótese não está funcionando. Se não está funcionando, e se os números o comprovam, esqueça-a e parta para a próxima. Quanto mais rápidos forem os ciclos de teste e avaliação dos resultados, mais rápido você vai evoluir e maior vai ser a sensação de progresso para todos os envolvidos.

Os passos para agirmos baseados nos dados são:

  • Vencer o medo de agir de forma contraintuitiva – Se os dados estão nos mostrando um possível caminho, devemos buscar agir sobre ele, mesmo que vá contra a nossa intuição e a nossa experiência prévia. Só assim é possível tirar o máximo de proveito das informações existentes;
  • Testar, testar, testar – Não assuma nada sobre o que os números estão dizendo. Teste e valide hipóteses sobre os dados, para garantir que você realmente vai conseguir chegar aos resultados desejados;
  • Desenhe testes controlados – Não saia testando diferentes mudanças de uma única vez. Quanto menos variáveis estiverem mudando a cada teste, mais fácil será identificar o ponto correto de ação;
  • Prepare-se para falhar – Por sua própria natureza, testes, muitas vezes, terminam em um insucesso. Prepare-se psicologicamente para lidar com esses fracassos e entenda que fazem parte do processo de buscar uma solução;
  • Seja transparente – Comunique-se com os stakeholders do problema sendo abordado e deixe sempre claro em que ponto você está, avisando que as experiências simplesmente podem não dar certo;
  • Fail Fast ­– Procure errar nos testes o mais rápido possível, para reduzir a frustração e não desperdiçar tempo buscando as soluções erradas.

3 – Levando a cultura de dados para toda a empresa

Assumindo que fomos capazes de desenvolver o pensamento baseados nos dados e, em seguida, de aplicá-lo em ações reais e concretas (seja na vida pessoal ou profissional), estendendo-o a ações concretas e melhorando os resultados, como fazer para disseminar esse modelo para toda a empresa? Novamente, não existem respostas simples. Cada empresa representa um caso diferente e pode ter um nível de maturidade relacionado com os dados e com os processos diferente.

Em todos os casos, no entanto, alguns princípios comuns podem nos guiar. O primeiro deles é, exatamente, a avaliação do nível de maturidade da empresa com relação a dados. Uma empresa que não tem nenhuma maturidade é uma empresa que praticamente não tem métricas e não coleta (ou ignora) os dados relacionados com o seu dia a dia de trabalho e suas operações. É praticamente impossível se implantar uma cultura de trabalho baseado em dados em uma empresa desse tipo sem antes um processo de conscientização da importância das informações. É importante frisar que um processo como esse deve começar nos níveis mais altos da organização.

Uma vez que a empresa já tenha um nível mínimo de maturidade, e que, ao menos, já colete dados o suficiente para orientar seus processos decisórios neles, o próximo passo é a construção de uma equipe especializada para trabalhá-los, especialmente no começo. Uma equipe desse tipo reúne profissionais com diferentes perfis, dos programadores aos designers, é capaz de pensar e agir sobre dados de uma forma quase natural e pode acelerar de forma significativa a obtenção de resultados nesse processo.

A equipe certa, atuando sobre os problemas certos, no entanto, não é suficiente. Assim como cada pessoa, individualmente, deve estar pronta para agir sobre os resultados que os dados nos apresentam, mesmo que  sejam contraintuitivos, a empresa como um todo também deve estar pronta para fazê-lo. Um dos maiores detratores do sucesso de equipes de ciência de dados dentro das empresas, hoje, é a falta de disposição, no nível gerencial ou executivo, de agir sobre os insights e conclusões que os dados apresentam como o melhor caminho para resolver um problema. Essa falta de disposição leva a uma desmotivação da equipe e, até mesmo, ao questionamento da racionalidade da liderança da empresa.

Finalmente, vale a pena lembrar que a cultura do pensamento e das ações baseadas em dados, como qualquer tipo de cultura, não pode ser simplesmente imposta à empresa. Ela deve ser abraçada por todos, começando do topo, onde a liderança deve mostrar de forma clara sua disposição em adotar soluções que sejam racionais e comprovadas por testes baseados em dados e números. Com isso, é criada uma sinalização objetiva para todos na organização da importância dos dados e vai se formando uma cultura.

Conclusão

Mesmo não sendo necessário, sempre vale repetir: os dados são o bem mais valioso das empresas no mundo moderno. Permitem não só que as empresas entendam melhor seus recursos, processos e produtos, mas que trabalhem ativamente para melhorar seus resultados por meio de processos empíricos, bem definidos e embasados.

Nesse mundo novo dos dados, os profissionais que não possuem a capacidade de pensar e agir baseado em dados vão rapidamente se tornar obsoletos e perder espaço no mercado. Assim, o desenvolvimento dessa maneira de pensar e agir é uma característica fundamental para cada um se tornar um melhor profissional e para se manter relevante no mercado de trabalho. Exercitando os passos que apresentamos aqui, você será mais atraente para os empregadores e estará dando um primeiro passo para mexer com tecnologias de ponta, como Big Data e Inteligência Artificial.

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MUNICÍPIO DE SÃO PAULO – Covas contrata marqueteiro e fecha com 5 partidos para disputar reeleição

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Com PSC, Podemos, Cidadania, DEM e PL já no palanque, prefeito deve contar com pelo menos 40% do espaço dos candidatos no horário eleitoral

São Paulo — Enquanto bolsonaristas e petistas ainda buscam nomes para disputar a Prefeitura de São Paulo em outubro, o prefeito Bruno Covas (PSDB), que tentará a reeleição, já conta com estrategista de campanha e articulou uma aliança com pelo menos cinco partidos, além do PSDB.

O acerto pode lhe garantir o maior tempo de exposição na televisão e rádio no horário eleitoral gratuito, que será veiculado entre 28 de agosto e 1º de outubro.

Entre as sessões de quimioterapia no Hospital Sírio Libanês para tratar um câncer na cárdia, o tucano trouxe para seu palanque PSC, Podemos, Cidadania, DEM e PL.

Como o cenário eleitoral está indefinido, ainda não é possível calcular exatamente o número de inserções a que Covas terá direito, mas é certo que ele contará com 40% do espaço reservado aos candidatos.

O PSDB também está em estágio avançado de conversas com o MDB e negocia com o Republicanos. O tempo de propaganda de cada candidato é estimado com base no tamanho das bancadas que o apoiam.

Apesar de câncer, Covas diz que fica no cargo e recusa Joice como vice

BRASIL Apesar de câncer, Covas diz que fica no cargo e recusa Joice como vicequery_builder28 jan 2020 –

Entre os aliados do prefeito, não há conversas sobre um eventual plano B. O PSDB já definiu que o responsável pela comunicação de Covas será Felipe Soutello, o marqueteiro que coordenou a campanha de Márcio França (PSB) ao Palácio dos Bandeirantes em 2018 e fez parte da equipe da campanha presidencial de José Serra (PSDB) em 2010.

O time de campanha de Covas também já está sendo montado. Os principais articuladores políticos são o secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido, que foi chefe da Casa Civil no governo Geraldo Alckmin, o secretário da Casa Civil, Orlando Faria, e o vereador João Jorge (PSDB).

O governador João Doria (PSDB) também tem atuado nos bastidores para fortalecer a candidatura de Covas e incumbiu dois quadros de sua administração para integrar o núcleo duro da campanha: o chefe de gabinete, Wilson Pedroso, e o secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, presidente estadual do PSDB.

Caberá a eles a missão de convencer o diretório nacional do partido a priorizar a campanha da capital paulista na distribuição de recursos do Fundo Eleitoral. Os “covistas” esperam receber da sigla o teto previsto para a capital, em torno de R$ 16 milhões.

“Não vejo uma polarização em São Paulo. A direita está rachada e a esquerda não tem representatividade. O Bruno vai ser o ponto de conexão entre os lados”, disse o vereador Gilberto Nascimento Jr., presidente municipal do PSC. Em 2018 o partido apoiou Márcio França contra Doria na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes, embora esteja presente na máquina municipal.

Para o presidente municipal do PSDB, Fernando Alfredo, o prefeito pode atrair eleitores dos dois campos. “O Bruno dialoga bem com a esquerda, que não tem mais referência. Ele é o candidato do centro que fala com os dois extremos.”

Marca

Os aliados de Covas buscam uma marca para apresentar ao eleitorado. Uma das apostas é o programa habitacional Pode Entrar, que cria mecanismos de incentivo à produção de unidades habitacionais populares para famílias com renda bruta de até três salários mínimos e que não têm acesso ao crédito imobiliário.

O tucano vai se apresentar como o prefeito que mais inaugurou unidades habitacionais — 25 mil neste mandato e mais 10 mil nos próximos quatro anos. Um auxiliar próximo a Covas disse, ainda, que em 2020 serão inauguradas obras que começaram em anos anteriores, mas serão capitalizadas pelo tucano.

Outra “vitrine” na campanha será o programa de desestatização da Prefeitura, que cumprirá o papel de atrair o eleitor de direita mais moderado.

Desde a virada do ano, Covas já vem dizendo abertamente que será candidato à reeleição, o que antes evitava. Pelo calendário previsto no seu entorno, a “largada” da pré-campanha será no fim de fevereiro, depois do último ciclo de quimioterapia e dos exames consecutivos.

“Ele faz a oitava sessão (de quimioterapia) na semana que vem. Depois, em um prazo provável de duas semanas, ele repete todos os exames – de sangue, de imagens e endoscopia. Os próximos passos não estão ainda discutidos, dependem do resultado final da quimioterapia. Então isso só acontecerá no final dos oito ciclos”, disse o médico David Uip, que coordena o tratamento do prefeito.

Segundo ele, na semana que antecede o carnaval ou logo após o festejo serão tomadas decisões importantes a respeito do tratamento. “Ele não teve qualquer efeito adverso até agora. Teve uma intercorrência, aquele sangramento, que foi superada. Agora, o resultado da efetividade do tratamento você só apura após o final da quimioterapia. O que nós temos até agora é que, até o momento, ele teve uma boa resposta e uma resposta segura, sem efeitos adversos.”

Vice

Embora digam que ainda é cedo para se falar em nomes para vice na chapa do tucano, os covistas têm tratado do assunto com partido aliados. Um dos cenários é uma dobradinha com o Republicanos (ex-PRB).

Já Doria não esconde que gostaria de ver a deputada Joice Hasselmann (PSL) como companheira de chapa de Covas. Caso as negociações não avancem, uma solução interna seria uma chapa pura, com a senadora Mara Gabrilli (PSDB).

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CIDADE DO RIO DE JANEIRO – Falta d’água leva prefeitura do Rio a adiar início do ano letivo

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O início do ano letivo nas 1.500 escolas da rede municipal de ensino do Rio de Janeiro foi adiada de quarta (5) para quinta-feira (6), por causa da interrupção no fornecimento de água da Estação de Tratamento do Guandu. A distribuição foi suspensa por 14 horas, devido à presença de detergente nos mananciais que chegam à estação de tratamento.

Segundo a Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), a captação de água do Sistema Guandu foi retomada às 7h desta terça-feira (4). O abastecimento será normalizado gradualmente, informou a Cedae.

Em nota, a Secretaria Municipal de Educação explicou que decidiu adiar o início das aulas deste ano porque que muitas escolas estavam sem água.

Segundo a secretaria, no início de janeiro, já tinha ocorrido problema na Estação de Tratamento do Guandu, com a população do Rio reclamando da qualidade da água. A Cedae atribuiu o problema à presença da substância geosmina na água. De acordo com a Cedae, a geosmina é uma matéria orgânica produzida por algas e não representa risco à saúde dos consumidores.

As principais reclamações dos consumidores diziam respeito ao cheiro, ao gosto e à turbidez da água.

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Edição: Nádia Franco Tags: RIO DE JANEIROCEDAEGUANDUÁGUA TURVAINÍCIO DAS AULASADIAMENTO

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BRASIL – Bolsonaro diz que não traz brasileiros da China porque ‘custa caro’ e não há lei de quarentena

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O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira (31) que o governo ainda estuda estratégias para buscar os brasileiros que vivem na China e têm intenção de retornar ao Brasil. Segundo o presidente, é preciso resolver entraves diplomáticos, jurídicos e orçamentários para que isso ocorra.

Ele se reuniu com ministros nesta sexta-feira (31) no Palácio da Alvorada, em Brasília, para discutir estratégias de enfrentamento ao coronavírus e a situação de brasileiros que estão confinados em áreas de risco na China.

Participaram da reunião os ministros da Saúde, Henrique Mandetta; das Relações Exteriores, Ernesto Araújo; da Defesa, Fernando Azevedo e Silva; e da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

“Custa caro um voo desses. Na linha, se for fretar um voo, acima de US$ 500 mil o custo. Pode ser pequeno para o tamanho do orçamento brasileiro, mas precisa de aprovação do Congresso”, declarou. O presidente descartou a ideia de editar uma medida provisória para agilizar esse trâmite.

Em nota enviada no início da noite, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que “se esta for a decisão do governo, e o governo entender que existe urgência, e ele concorda que existe, o governo tem instrumentos para organizar o orçamento.”

Maia também diz que se reuniu com o ministro da Saúde na última semana, e colocou a Câmara à disposição para ajudar com medidas adicionais exigidas por uma eventual epidemia de coronavírus.

Regras para quarentena

Além do custo da operação, o presidente Jair Bolsonaro disse que há lacunas na legislação brasileira que podem dificultar o processo. Segundo ele, como o Brasil não tem normas vigentes sobre quarentena, seria preciso criar parâmetros nesse sentido.

“Ao trazer brasileiros pra cá, é nossa ideia colocar em um local para quarentena, mas qualquer ação judicial tira de lá. (…) Se lá temos algumas dezenas de vidas, aqui temos 210 milhões de brasileiros. Então, é uma coisa que tem que ser pensada, conversada antecipadamente com o chefe do Poder Judiciário, conversado com o Parlamento também”, disse Bolsonaro.

“Para 30 [brasileiros], nós temos possibilidade até de a Força Aérea cumprir essa missão. Agora, todo mundo diz que não está contaminado. Tem que fazer exame prévio, quem tiver qualquer possibilidade de apresentar sintoma não embarcaria. Ao chegar aqui, pela ausência da lei de quarentena, a gente tem que discutir.”

Sobre essa declaração, o deputado Rodrigo Maia afirmou que o Congresso trabalhará com o Ministério da Saúde para aprovar as regras necessárias ao estabelecimento de uma quarentena. “O governo pode mandar a lei e a Câmara votará com urgência”, diz o presidente da Câmara.

Bolsonaro afirmou que, para não causar pânico e transtorno à população, a ideia é decretar quarentena de pacientes em uma base militar, a ser montada longe de grandes centros populacionais.

O Ministério da Saúde informou nesta sexta que o Brasil tem 12 casos suspeitos do novo coronavírus 2019 n-CoV. Nenhum caso foi confirmado. Cinco estados estão com pacientes em investigação médica: Ceará (1), Paraná (1), Rio Grande do Sul (2), Santa Catarina (1) e São Paulo (7).

Negociação pendente

Na terça (28), o embaixador do Brasil em Pequim, Paulo Estivallet de Mesquita, afirmou que a China não autorizou voos de evacuação de cidadãos estrangeiros na província de Hubei, onde havia mais casos registrados de coronavírus. O G1 mostrou que ao menos 11 países tinham planos similares, naquele momento.

Ao sair da reunião com Bolsonaro, o ministro Ernesto Araújo afirmou que “é preciso negociar” com as autoridades chinesas para que os brasileiros sejam liberados da região mais afetada pelo vírus – mas não disse em que pé estão essas negociações.

“A região da China que tá mais sujeita, ela tá fechada para qualquer pessoa sair. É preciso negociar com o governo chinês, como outros países negociaram. Mas não é uma coisa óbvia e imediata.”

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