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Educação

Professora estimula trocas de experiências entre crianças e idosos

Em Santos (SP), projeto trabalha o reconhecimento dos tempos de infância e de envelhecimento para desenvolver respeito, paciência e tolerância

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Nos meus 34 anos de magistério, destes, 18 na educação infantil, pude perceber a alegria das crianças quando recebiam a visita de outras pessoas, diferentes do convívio diário, na escola, principalmente quando essas pessoas eram idosas. Trabalhei em uma instituição asilar para idosos e nela constatei a importância da visita de crianças, tão raro de acontecer. Então, há alguns anos acalentava esse sonho: proporcionar um encontro entre minhas crianças e os idosos.

Sempre acreditei que esses encontros teriam que ser uma via de mão dupla, em que o diálogo intergeracional pudesse proporcionar um caminho de afeto e conhecimento mútuo. Com a proposta de estabelecer um diálogo mais frequente entre as gerações, surgiu o projeto “A criança e o Idoso: um diálogo para o futuro”, que foi desenvolvido na UME Doutor Porchat de Assis, em Santos (SP).

A ideia era levar os nossos pequenos até um asilo para que eles pudessem participar de atividades conjuntas com os idosos. Também identifiquei que era muito importante apresentar a essas crianças os idosos ativos, que têm autonomia e não necessitam de cuidados institucionais.

O desejo era que esses encontros, e também as atividades desenvolvidas em sala de aula, criassem vínculos e fortalecessem os laços afetivos, objetivando o desenvolvimento integral da criança, onde os diferentes tempos de infância e envelhecimento são reconhecidos e percebidos em suas particularidades e diferenças, pois o idoso carrega valores que podem complementar a educação da criança, principalmente a respeito de paciência e tolerância.

Além de proporcionar o diálogo entre as crianças, os idosos, a escola e as famílias, o projeto atendeu aos direitos de aprendizagem, garantindo o protagonismo das crianças junto aos vovôs, estimulando o desenvolvimento de atitudes de respeito e cuidado por meio da troca de histórias, brincadeiras antigas e novas, as músicas cantadas pelos vovôs, entre outras atividades.

Estimulei que as crianças pudessem compreender o mundo e a elas mesmas.
Foi assim a cada visita, roda de conversas, contação de histórias ou manipulação dos fantoches. Com essas atividades, recebi relatos dos vovôs, das famílias, das crianças e de todos que, de alguma forma, foram afetados por essa descoberta do outro, do diferente.

Superei minhas expectativas, pois confesso, que não imaginava que crianças tão pequenas pudessem refletir sobre esse aprendizado da forma que fizeram. As histórias de vida não foram trazidas somente pelos idosos que nos visitaram, nem tampouco os visitados, mas acima de tudo pela própria criança, que trazia suas próprias experiências.

Na imitação do outro, posturas de como é ser idoso. Nas brincadeiras com música, a troca entre as gerações trouxe o antigo como novo para eles, perpetuando nossa cultura. Em cada carinho, troca de sorrisos, conversas, foi possível ver a perpetuação da nossa ancestralidade.

Educação

Exigência de curso superior pode estar próxima do fim

Cursos livres e experiência começam a substituir necessidade de faculdade em alguns casos

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A contratação de profissionais com conhecimentos diferenciados, capazes de apoiar as empresas no processo de inserção das novas tecnologias, é uma das consequências da transformação digital pela qual as empresas estão passando atualmente.  Com isso, os empregadores têm enfrentam dificuldades para encontrar candidatos com as competências necessárias, algo que pode impactar diretamente nas metas do negócio. Com tantas mudanças acontecendo, o que também está diferente é a exigência de curso superior, que já vem sendo deixada de lado em alguns casos.

Quem aponta a tendência é a especialista Caroline Cadorin, diretora da empresa de recrutamento Hays. Segundo ela, em muitos casos as empresas já têm valorizado muito mais a experiência em determinada metodologia ou tecnologia do que títulos e cursos universitários. “Já há empresas que abriram mão dessa exigência para determinadas funções e áreas, embora as companhias mais tradicionais ainda tenham essa regra em seus processos seletivos”, conta Caroline.

Nos casos das empresas que ainda não admitem os profissionais que não tenham curso superior, já são identificados alguns impasses: “o gestor fica satisfeito com o candidato, mas a regra da empresa não deixa que ele contrate o profissional. Há um choque de valores”, conta a especialista. O processo de mudança, no entanto, está em curso e é uma tendência. Segundo Caroline, área de tecnologia, por exemplo, deve deixar de listar a formação superior nos currículos no futuro.

“Em muitos casos, profissionais que não possuem curso superior podem estar anos-luz a frente de outros que são formados”, garante. Estes profissionais, além da experiência prática, costumam recorrer a cursos livres de curta duração para adquirir o conhecimento necessário. Este tipo de formação, inclusive, está em linha com todo o processo de transformação pelo qual as empresas passam, já que são cursos pontuais e rápidas que utilizam metodologia digital e ágil.

Necessidade de mudança

A maioria das empresas percebe um impacto significativo da transformação digital em seu negócio, e 70% das empresas estão vendo essa mudança como um desafio. Com isso, os empregadores enfrentam dificuldades para encontrar profissionais com as competências necessárias neste novo momento. A limitação das habilidades da equipe é o motivo principal pelo qual as metas do negócio são atingidas parcialmente ou não são atingidas, segundo a pesquisa “Análise de Tendências & Salários do Brasil 2019”. Para conseguir atrair e reter estes talentos, será preciso flexibilidade das empresas.

A pesquisa identificou que 51% das companhias questionadas não possuem uma política de retenção de talentos, o que as deixa muito vulneráveis a um mercado de trabalho mais fluído e flexível com relação a exigências e políticas. A pesquisa levou em conta mais de 400 empresas e de 2.600 profissionais ao redor do país.

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Educação

Universidade americana cria sala de aula imersiva com ambientes virtuais e IA

Em parceria com a IBM Research, o Mandarin Project oferece aulas em um ambiente virtual e interativo com imersão pelas ruas, restaurantes e mercados de Pequim

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Aprender uma nova língua se tornou um processo mais divertido na Rensselaer Polytechnic Institute, universidade com sede em Nova York. Em parceria com a IBM Research, a instituição lançou o Mandarin Project, oferecendo aos alunos aulas de mandarim em um ambiente virtual 360º, com uma imersão pelas ruas, restaurantes e mercados de Pequim.

Durante as aulas, os alunos podem conversar com vendedores, pedir comida e interagir online com chineses. As conversas são feitas em tempo real graças aos diferentes recursos de Inteligência Artificial que entendem e respondem as dúvidas dos alunos. Os microfones usados pelos participantes das aulas são conectados diretamente aos algoritmos de reconhecimento de fala.

Além disso, câmeras espalhadas pelo ambiente rastreiam os movimentos dos alunos. Ao apontar para um objeto, por exemplo, os ajudantes virtuais explicam, em chinês, o que é e qual a função dele. Algumas perguntas — sobre a história de um determinado local ou prato — são respondidas com base em informações da Wikipedia. Durante as aulas, a solução ainda identifica o tom de voz dos alunos, corrigindo pronúncias.

“Na Rensselaer, estamos transformando a educação e redefinindo a compreensão global do que um ambiente de aprendizado pode ser. O pioneirismo no uso de salas de aula imersivas inteligentes é uma parte significativa desse esforço ”, disse Shirley Ann Jackson, presidente da Rensselaer.

Por enquanto, a solução está sendo usada em um curso de seis semanas da universidade. A princípio, metade da aula é realizada no ambiente virtual e a outra metade ainda está na sala tradicional. Porém, pesquisadores planejam expandir a iniciativa para outros cursos no futuro, transformando o aprendizado.

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Educação

Qual o papel do professor já que toda Educação está na internet?

Toda informação está na internet enquanto o modelo educacional está 100 anos atrasado: Qual o papel do professor que está dividido entre as tecnologias do futuro e a educação do passado?

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Você que está lendo essa matéria provavelmente já esteve dentro de uma sala de aula.

Vários alunos na posição de aprendizes e um professor na posição de maior fonte de conhecimento disponível.

Não é preciso ir muito longe para descobrir que esse modelo tradicional, que dura há mais de 100 anos, já chegou no seu limite. E está mais do que desatualizado.

E o professor deixou de ser a principal fonte de conhecimento desde 1998, quando o Google foi criado.

As informações que antes estavam nas bibliotecas e nos livros, hoje estão acontecendo em tempo real na internet.

Se alguém quer aprender sobre foguetes espaciais, pode assistir no YouTube uma aula sobre o assunto, com um especialista em Física ou da própria NASA.

Quer aprender mais sobre matemática, poderá assistir aulas com os maiores matemáticos do mundo.

Tudo isso gratuitamente, online, sempre e de onde quiser.

Qual o novo papel que as instituições e os professores devem adotar diante da abundância de informações na internet?

O papel do professor não está mais em ensinar o que o aluno vai a aprender. Ele pode fazer isso por outros canais.

O professor hoje precisa ser a ponte que vai ensinar novas formas do aluno aprender.

É isso que vai fazer com que ele continue aprendendo e reaprendendo mesmo que a tecnologia, as novas descobertas e até mesmo o fim e o nascimento de indústrias aconteçam.

Empresas como Google e Apple já entenderam isso. E não exigem mais diploma dos seus novos colaboradores.

Para 2 das empresas mais valiosas do mundo, não faz sentido exigirem um conhecimento que não faz mais parte do dia a dia das empresas. Nem habilidades que podem cair em desuso quando uma nova tecnologia existir.

As empresas estão dando seu próprio jeito de terem colaboradores internos preparados para o futuro do trabalho e da tecnologia.

E as escolas e universidades?

O professor, pensador e um dos pais da administração moderna, Peter Drucker falou no início dos anos 90 que:

“Daqui a 30 anos, os grandes campus universitários serão relíquias. As universidades não vão sobreviver.”

E quanto enxergamos a distância que as escolas estão do mundo real e até mesmo da internet, vemos que ele, no fundo, tinha toda razão.

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